24 fevereiro 2010

Chuva

"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"

CHUVA, MARIZA

Quando ouvi esta música pela primeira vez, o momento não poderia ser o mais adequado.

As lembranças já apertavam de saudades. Doíam, mas faziam sorrir.

E aquela gente ficou na minha história.

A chuva caía e o tempo andava cada vez mais rápido para a transicção, os sinais apareciam e abriam o novo caminho. Poucas horas faltavam. Tinha que aproveitar todos os segundos... até ao último. Esse, foi suspirado de alivio e nostalgia.

Aqueles momentos acabaram mas outros, como uma lufada de ar fresco, iriam começar.

A chuva cai neste momento. O temporal que está hoje é um Sr. Inverno, mete medo. Aqui na minha casa da árvore, estou a ouvir a chuva... está somente a trazer-me a saudade.


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