"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"
CHUVA, MARIZA
Quando ouvi esta música pela primeira vez, o momento não poderia ser o mais adequado.
As lembranças já apertavam de saudades. Doíam, mas faziam sorrir.
E aquela gente ficou na minha história.
A chuva caía e o tempo andava cada vez mais rápido para a transicção, os sinais apareciam e abriam o novo caminho. Poucas horas faltavam. Tinha que aproveitar todos os segundos... até ao último. Esse, foi suspirado de alivio e nostalgia.
Aqueles momentos acabaram mas outros, como uma lufada de ar fresco, iriam começar.
A chuva cai neste momento. O temporal que está hoje é um Sr. Inverno, mete medo. Aqui na minha casa da árvore, estou a ouvir a chuva... está somente a trazer-me a saudade.
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